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Museu de Saúde Pública Emílio Ribas – MUSPER

A origem do Museu data da década de 1960, a partir da discussão sobre a criação de um museu da saúde em São Paulo dedicado ao antigo diretor do Serviço Sanitário, o médico Emílio Ribas. Levado adiante o projeto, em 1976 foi instalado nas dependências do antigo Desinfectório Central o Museu de Saúde Pública Emílio Ribas. O acervo da instituição foi organizado a partir de um conjunto de documentos recolhidos durante 40 anos pelo médico sanitarista José Alves do Santos. No ano de 1984, o Museu passou por uma restruturação, inclusive com ampliação do acervo por meio de doações voluntárias e oriundas da Secretaria de Saúde, sendo criado o Centro Técnico de Preservação da Memória da Saúde Pública.

Em 2004, dada à precária situação em que se encontrava as dependências do Museu, e às péssimas condições de acomodação do acervo, as autoridades se mobilizaram para realizar uma ampla reforma no prédio, executada em 2006, cujo objetivo foi implantar o Centro de Memória da Saúde Pública, com museu, arquivo, biblioteca e auditório. Contudo, o Decreto n. 55.315, de 5 de janeiro de 2010, vinculou o Museu de Saúde Pública Emílio Ribas ao Instituto Butantan e deu-lhe as atribuições de promover o tratamento técnico e a divulgação de coleções e artefatos produzidos ou utilizados nos serviços de saúde que serviram de base ao trabalho cotidiano, bem como oferecer informações históricas por meio da apresentação de seu acervo, composto por equipamentos de diferentes tecnologias.

Fachadas – Créditos: Oscar Neto/Acervo Instituto Pedra

 

Nos últimos anos, com as instalações de outras unidades da Secretaria de Estado da Saúde no prédio da Tenente Pena, o Museu teve uma significativa redução de seu espaço. Atualmente, ocupa o prédio central do conjunto, com salas administrativas e expositivas, e galpão, para guarda de seu acervo documental.

Edifício do Desinfectório Central
Construído em 1893 pelo governo estadual de São Paulo, com o objetivo de realizar processos de desinfecção e de controle das epidemias existentes no século XIX, o desinfectório foi uma das instituições precursoras no segmento do serviço sanitário, realizando significativa função no combate às epidemias. Parte do trabalho realizado consistia também na retirada de enfermos para hospitais de isolamento atingidos por doenças infectocontagiosas.

Instituto Butantan
Destacado centro de pesquisa biológica, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo desde sua fundação, é considerado um centro científico de referência mundial. Fundado em 23 de fevereiro de 1901, é responsável por 51% da produção de vacinas e 46% de soros para uso profilático e de curativos no Brasil. Dentre os serviços e espaços que gere, se destacam o Hospital Vital Brazil, referência no atendimento de acidentes causados por animais peçonhentos, uma biblioteca, um serpentário, unidades de produção de soros, vacinas e biofármacos e quatro museus (Museu Biológico do Instituto Butantan, Histórico, de Microbiologia e o Museu de Saúde Pública Emílio Ribas).

Atualmente o Instituto possui estudos e pesquisas relacionados a saúde pública, em segmentos da Biologia, Biomedicina, Biotecnologia e Farmacologia. Juntamente executa missões científicas por intermédio da Organização Mundial e Panamericana de Saúde, Unicef e ONU.

O Projeto Cultural
Parte de um projeto de cunho mais amplo, o trabalho prevê a restauração arquitetônica e renovação expográfica do Musper. Nesta fase inicial, viabilizada por meio do ProAC, foi contemplada a elaboração dos projetos arquitetônicos de restauração do edifício. O acordo de cooperação entre o Instituto Pedra e o Instituto Butantan permitiu a realização de todos os projetos necessários para a renovação completa do museu. Ao Instituto Pedra, couberam o desenvolvimento do projeto executivo de restauração e a coordenação do projeto executivo de arquitetura e adaptação, proposto pela Brasil Arquitetura.

O projeto de arquitetura prevê a atualização dos espaços em função de suas novas funções e das exigências museais contemporâneas. Uma das principais ações previstas é a reintegração da Torre Oeste, atualmente ocupada pela farmácia da Secretaria de Estado da Saúde, ao edifício central, o que permitirá ganhos significativos de espaço. Para ampliar a conexão do edifício central e atender às questões funcionais de acessibilidade universal, foi prevista a instalação de um elevador, além de duas passarelas entre os edifícios, em estrutura metálica e com fechamento em vidro, evidenciando a intervenção realizada.

Na parte inferior do bloco central, propõe-se integrar as salas atualmente compartimentadas, de modo a abrir um amplo hall de acolhimento ao público. Através das marcações no piso, será possível visualizar a configuração do ambiente antes das intervenções. Os projetos complementares, como reforços estruturais, infraestrutura elétrica, climatização, entre outros, foram realizados pelo Instituto Federal de São Paulo (IFSP) por meio de parceria com o Instituto Butantan.

Representações artísticas do projeto arquitetônico – Créditos: Brasil Arquitetura

 

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